O Dia Mundial da Saúde, celebrado anualmente a 7 de abril, data escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, ficou este ano  marcado pelo combate ao COVID-19. Neste contexto, a Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), em parceria com a UpHill, juntou os representantes das várias profissões do setor para uma celebração à distância – tal como ditam as circunstâncias.

“A saúde em todas as políticas”- palavra de ordem da OMS reveste-se agora de grande atualidade. A pandemia, que desafia todos os sistemas de saúde, exige respostas coletivas, onde ninguém é dispensável, para garantir o melhor a quem precisa de cuidados. Assistimos a um momento de mobilização global em torno de uma crise de saúde pública que é, por definição, transversal às várias esferas da sociedade e prova que quando a este pilar é atingido, todas os restantes áreas fundamentais de um estado democrático são também afetadas.

O esforço de articulação e integração de todas as instituições de saúde do setor público, privado e social é notório e deve continuar para, numa situação de emergência futura, o país ter uma resposta mais estruturada. O repto foi lançado por Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), e corroborado pelos restantes intervenientes ao longo do webinar.

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos; Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros; Ema Paulino, membro a direção nacional da Ordem dos Farmacêuticos; Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas; Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas; Jorge Cid, bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários; Isabel Trindade, vice-presidente da Ordem dos Psicólogos; Melissa Cravo, representante do Fórum das Tecnologias da Saúde e Delfim Rodrigues, membro da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, juntaram-se a Ricardo Mexia para dizer #EstamosJuntos.

No final, três mensagens-chave: o reconhecimento unânime do sentido de missão e da “tremenda dedicação” de todos os profissionais chamados à linha da frente; a convicção de que o país nunca esteve tão unido em torno daquilo que é a saúde dos cidadãos; e a ideia de que a contenção da doença depende, essencialmente, de duas variáveis – a capacidade do sistema de saúde e a adoção de comportamentos responsáveis pela sociedade civil.

A iniciativa foi organizada pela Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, em parceria com a UpHill, no contexto do projeto COVID19PT-CIÊNCIA.